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Nossa Equipe

Nosso projeto é fruto da colaboração entre os grupos de Anormalidades do Movimento e da Neurologia Cognitiva e Comportamental da Universidade Federal de Minas Gerais.

Do que se trata ?

R A C I O N A L

 • A deterioração cognitiva é um dos sintomas não-motores mais comuns, incapacitantes e pervasivos em indivíduos com Doença de Parkinson. Estima-se que o prejuízo cognitivo nesta população seja até seis vezes maior do que na população não acometida quando ajustado para idade e escolaridade. Apesar do prejuízo nas habilidades mentais potencialmente poder ocorrer em qualquer estágio da doença, o grande interesse se dá no reconhecimento precoce destas dificuldades de maneira que possamos não apenas identificá-las mas estratificar os indivíduos quanto ao risco futuro de declínio cognitivo e buscar, portanto, intervenções apropriadas.

 •  Do ponto de vista do perfil de disfunção cognitiva os subtipos mais comum são aqueles que envolvem déficits atencionais, de memória, função executiva, velocidade de processamento de informação e habilidades visuais-espaciais. Neste sentido, nos últimos anos, muita atenção se tem dado às funções corticais posteriores nesta população visto que alguns autores sugerem que a disfunção cognitiva frontoestriatal causada por déficits dopaminérgicos e manifestadas em sua maioria por alteração em função executiva talvez seja um subtipo não progressivo. Em contraposição a disfunção cortical posterior parece estar relacionada a progressão dos sintomas cognitivos. Por conseguinte, se faz necessário a avaliação pormenorizada das habilidades visuais-espaciais.
• Este presente estudo se propõe em realizar um acompanhamento longitudinal em indivíduos com Doença de Parkinson por um período de cinco anos tendo como principal objetivo investigar potenciais fatores de risco de desenvolvimento de declínio cognitivo nesta população  tendo como principal hipótese que a presença de distúrbios no processamento da informação visual

O B J E T I V O S

Objetivo primário: 

 • Investigar se alterações no processamento da informação visual em indivíduos com Doença de Parkinson podem estar relacionadas a maior risco de desenvolvimento de Comprometimento Cognitivo Leve de acordo com os critérios de nível 2 da Movement Disorder Society.

 

Objetivo secundários:

 • Investigar a incidência de CCL na amostra avaliada;

Investigar a associação entre idade, sexo, escolaridade, duração dos sintomas, estadiamento da doença, gravidade dos sintomas motores, presença sonolência diurna excessiva, existência de transtorno comportamental do sono REM, dose total equivalente diária de levodopa, alteração da marcha, presença de sintomas de ansiedade e depressão e o desempenho cognitivo de indivíduos com Doença de Parkinson;

• Propor um modelo de preditor de Comprometimento Cognitivo Leve futuro na amostra avaliada.

CRITÉRIOS DE INCLUSÃO

• Síndrome parkinsoniana de início precoce (< 50 anos);

• Presença de sinais de alarme para síndrome parkinsoniana atípica: instabilidade postural marcada com quedas precoces, anormalidades de motricidade ocular extrínseca, presença de sinais piramidais/cerebelares/mioclonia em exame clínico, disautonomia grave e precoce, baixa responsividade à terapia dopaminérgica;

• Exposição a drogas bloqueadoras dopaminérgicos e medicamentos potencialmente imputados em parkinsonismo medicamentoso;

• História de neurocirurgia prévia;

• Possuir alguma outra doença neurológica;

• Uso regular de benzodiazepínicos, anticolinérgicos, altas doses de tricíclicos, antimuscarínicos e de fármacos utilizados para tratamento de condições sistêmicas e com efeito sedativo (ex: anti-histamínicos, betabloqueadores altamente lipossolúveis, relaxantes musculares);

• Evidência de dano estrutural central em neuroimagem de crânio;

• História de hipóxia/anoxia perinatal, doenças metabólicas e de depósito;

• História de traumatismo cranioencefálico grave;

• Declínio cognitivo compatível com demência;

• Transtorno psiquiátrico grave e/ou descompensado com potencial interferência em desempenho cognitivo (ex: episódio depressivo grave, transtorno afetivo bipolar, psicose orgânica).

CRITÉRIOS DE EXCLUSÃP

• Indivíduos com diagnóstico clínico de Doença de Parkinson, de início após os 50 anos de idade, sintomas por pelo menos um ano, cognitivamente normais (definido por dados normativos da população brasileira para Escala Cognitiva de Addenbrooke Revisada) e com função visual anterior preservada (determinada por meio de exame clínico: fundoscopia indireta, campimetria confrontativa e acuidade visual por Snellen), de ambos os sexos e com capacidade comunicativa satisfatória. 

Nosso Protocolo de avaliação

Exame Clínico Neurológico Completo;

Bateria de Avaliação Neuropsicológica baseada em escalas objetivas (VOSP, ACE-R, UPDRS III, H&Y, TUGT, EPWORTH, HADS, PFEFFER, RBDQ1, SQS, TT, BCST-64, FV FAS, TMF, RAVLT, TSD, TCSP, Starkstein, PMRQ).

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